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Veja o que mudou no Imposto de Renda em 2026 e saiba como se preparar!

O ano de 2026 começou com novidades importantes para o bolso dos brasileiros. A Receita Federal atualizou as normas de tributação, trazendo mudanças significativas que impactam desde quem está começando a carreira até grandes investidores.


O objetivo principal dessas alterações é modernizar a forma como o imposto é calculado sobre os salários e rendimentos.


Para muitos, a notícia é de alívio imediato no contracheque. Para outros, é hora de recalcular a rota e planejar as finanças. Se você quer entender exatamente como essas alterações afetam o seu dia a dia, preparamos este guia simplificado para tirar todas as suas dúvidas.


pessoa usando calculadora

Isenção ampliada: quem ganha até R$ 5 mil não paga mais IR


A mudança mais comentada e que beneficia o maior número de trabalhadores é a nova faixa de isenção. A partir de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5.000,00 por mês está livre de pagar o Imposto de Renda retido na fonte.


Como funciona a nova faixa de isenção


Até o ano passado, o limite para não pagar imposto era menor. Com a atualização, a Receita Federal busca proteger o poder de compra de quem está nas faixas iniciais e médias de renda. Isso significa que, ao receber seu salário líquido, não haverá mais aquele desconto automático do "Leão" para rendimentos dentro desse limite.


Desconto complementar garante isenção total


Para viabilizar essa isenção de forma matemática, foi aprovado um mecanismo de "desconto simplificado". O governo aplicará um desconto padrão (estimado em torno de R$ 312,89 na base de cálculo) para assegurar que quem recebe até esse teto de cinco mil reais não sofra nenhuma tributação.


O que mudou no Imposto de Renda para quem ganha entre R$ 5 mil e R$7.350


Uma dúvida muito comum é: "Se eu ganhar R$ 5.001,00, vou pagar muito imposto?". A resposta é não. Foi criada uma regra de transição suave para não prejudicar quem ganha um pouco acima da faixa de isenção.


Desconto progressivo protege a faixa intermediária


Para quem tem rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, a Receita instituiu um desconto gradual. Em vez de pagar a alíquota cheia imediatamente, o contribuinte terá uma redução no imposto a pagar. Esse desconto vai diminuindo conforme o salário se aproxima do teto de R$ 7.350,00.


Exemplos práticos de economia


Na prática, isso evita que um pequeno aumento salarial resulte em uma mordida desproporcional do imposto. É uma forma de suavizar a entrada nas faixas de tributação mais altas, garantindo que o imposto seja proporcional à capacidade de pagamento de cada um.


Tabela do Imposto de Renda 2026: novas faixas e alíquotas


Visualizar os números ajuda a entender onde você se encaixa. Abaixo, apresentamos como fica a estrutura de cobrança com as novas regras.

Faixa de Renda Mensal (R$) 

Situação tributária 

Alíquota 

Até R$ 5.000,00 

Isento 

0% 

De R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00 

Tributação com desconto gradual 

Variável (reduzida) 

Acima de R$ 7.350,00 

Tributação Progressiva Normal 

7,2% a 27,5% 

Comparativo: antes e depois das mudanças


A grande diferença em relação aos anos anteriores é a eliminação da cobrança para a faixa até 5 mil e a criação dessa "zona de amortecimento" até 7,3 mil. Para quem ganha acima de R$ 7.350,00, as alíquotas progressivas tradicionais (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%) continuam sendo aplicadas sobre o valor que excede as faixas anteriores.


Tributação de Lucros e Dividendos: novidade para altas rendas


Outra alteração relevante foca em quem recebe lucros de empresas, sejam empresários ou grandes investidores.


Quem será afetado pela nova taxa de 10%


A nova regra estabelece uma alíquota de 10% sobre lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas. No entanto, isso vale apenas para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano) em dividendos. Para o pequeno empresário ou profissional liberal que recebe valores abaixo desse teto, a isenção sobre dividendos continua.


Exceções e regras de transição


É importante notar que os lucros apurados nos balanços das empresas até 31 de dezembro de 2025, se distribuídos agora em 2026, ainda seguem a regra antiga (isentos). A nova tributação recai sobre os resultados gerados a partir de 2026.


Quando as novas regras entram em vigor?


É essencial não confundir o desconto no salário com a Declaração de Ajuste Anual.


Calendário de Implementação 2026


As mudanças no desconto do salário (retenção na fonte) já valem a partir de janeiro de 2026. Ou seja, no pagamento que você recebe no início do ano, as novas isenções já devem estar aplicadas pelo RH da sua empresa.


O que mudou no imposto de renda para a declaração de 2027


Atenção: a declaração que deve ser entregue em março/abril de 2026 é referente ao ano de 2025. Portanto, ela segue as regras antigas.


As mudanças que estamos explicando aqui só serão declaradas no ajuste anual de 2027, que são referentes ao ano-base 2026.


Como se preparar para as mudanças no IR 2026


Com as novas regras, a organização financeira continua sendo sua melhor aliada.


Documentos essenciais para organizar agora:


  • Informes de Rendimentos: fique atento aos comprovantes mensais para garantir que a isenção ou os descontos estão sendo aplicados corretamente.


  • Recibos médicos e escolares: as deduções por despesas médicas e de educação continuam valendo para abater o imposto nas faixas tributáveis. Mantenha tudo guardado.


Entender o que mudou no imposto de renda é apenas o primeiro passo para uma vida financeira mais saudável em 2026. Agora que você já sabe como as novas regras impactam o seu bolso, que tal revisar também a proteção das suas conquistas?


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