Cringe, millennials e geração Z: a mudança de gerações no mercado de trabalho

O que é cringe está no topo do Google, mas as diferenças entre millennials, geração Z e outras gerações é preocupação antiga de quem lida com o capital humano e fundamental para empresas que prezam pela atração e retenção dos maiores talentos do mercado.


Se nos últimos dias você recorreu ao Google para perguntar o que é cringe, é porque está antenado na discussão do momento. Mais que o meme do momento, a discussão entre millennials e geração z é um retrato fiel do mercado de trabalho, da busca por talentos, da gestão de conflitos e do capital humano de modo geral.


Saber lidar com as diferenças entre gerações, suas principais características, seus desejos e anseios é fundamental para compor equipes de alto desempenho. As transformações no perfil dos trabalhadores são reais, acompanhá-las e adequar a empresa a elas é fundamental para manter a vantagem competitiva. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto.



| Como se dividem as gerações no mercado de trabalho


Quem pesquisou o que é cringe encontrou uma resposta parecida com essa: a geração Z usa a expressão para se referir aos comportamentos dos millennials que despertam vergonha alheia.

Mas, afinal, quem se enquadra como millennial e geração Z? E as pessoas que não são cringe, nem millennial, nem geração Z, pertencem a qual geração?

Em primeiro lugar, você precisa saber que os millennials são, na verdade, a geração Y. Em ordem cronológica, as gerações do mercado de trabalho se dividem da seguinte forma:

  • Baby Boomer — pessoas nascidas entre 1940 e 1960. Esses profissionais são, normalmente, mais conservadores e o foco é a estabilidade no trabalho;

  • Geração X — nascidos entre 1960 e 1980 tem, em sua maioria, as mesmas características dos Baby Boomers, mas podem ser mais flexíveis;

  • Geração Y — os millennials ou cringes são pessoas que nasceram entre 1980 e 1995 e predominam o mercado de trabalho ao lado da geração X. São pessoas mais dinâmicas, que buscam por empresas flexíveis e menos tradicionais. Tem sede de crescer dentro das empresas, por isso, investem em sua formação técnica e emocional;

  • Geração Z — a geração Z se encontra com a geração Y, pois, considera-se aqueles que nasceram entre 1995 e 2010. A característica marcante dessas pessoas é o seu comportamento individualista. Sua entrada no mercado de trabalho está acontecendo agora e vai se estender, no mínimo, pelos próximos 10 anos, exigindo que as empresas estejam preparadas.


| O desafio de lidar com a geração Z


Uma pesquisa realizada pelo Grupo Geometry/WPP, compartilhada pelo portal ClickRBS, revela que millennials europeus e brasileiros prezam pela qualidade de vida e progressão de carreira acima do dinheiro. Embora gostem da flexibilidade, não fazem tanta questão como a geração Z.


É aí que vem o desafio. Pessoas que nasceram a partir dos anos 2000 estão entrando no mercado de trabalho dando um valor imensurável para oportunidades em home office e acham cringe bater ponto quando podem encerrar o expediente ao término de suas demandas.


Isso significa que, quanto mais rígidas e intolerantes forem as políticas de uma empresa, maiores serão as dificuldades para atrair e reter talentos.


Ainda vivemos a transição das gerações, mas é provável que a longo prazo empreendedores e gestores baby boomers que desejam um quadro de colaboradores com as mesmas características que as suas sejam engolidos pela concorrência.


| Principal diferença entre os millennials e a geração Z


Em geral, lidar com os millennials podem ser menos complicado. Ao mesmo tempo em que não têm medo de mudar de emprego, buscam ocupar cargos de alta gestão. Com isso, acabam estabilizando suas carreiras em empresas que oferecem essa boa oportunidade.


Para os negócios, sua atuação eleva resultados devido a algumas características:

  • Criatividade;

  • Curiosidade;

  • Inovação;

  • Multidisciplinaridade.

Como cresceram apoiadas pela internet e tecnologia, são bombardeadas com referências e tendências sobre assuntos inimagináveis, a geração Z também concentra essas características — o que é de extrema importância para o crescimento dos negócios.


O problema está na individualidade. Como preferem trabalhar sozinhos, são mais intolerantes e apresentam dificuldades com relacionamentos interpessoais.


Toda essa autonomia dificulta a retenção desses talentos, aumenta os conflitos internos, prejudica a formação de equipes de alto desempenho e exige que as empresas façam investimentos inteligentes em benefícios inovadores para agregar ao salário.


Se a remuneração e o pacote de benefícios da sua empresa não forem atrativos, a tendência é ter cada vez menos candidatos para as vagas, aumento de recusas a propostas e evasão de colaboradores.


| O que podemos aprender com o meme do momento


Esqueça os cafés da manhã para integração, os uniformes engomadinhos, as jornadas de trabalho em horário comercial, a rigidez para lidar com a jornada de trabalho e compor o calendário anual de feriados e férias coletivas.


Estude e se prepare para estabelecer políticas de trabalho flexíveis, adoção de softwares que permitam a realização do trabalho sob demanda e, quando isso não for possível — como nos casos de atendimento presencial ao cliente — mudar o mindset para uma cultura leve e moderna.


Processos de onboarding online, reuniões e integrações feitas pela tela do computador serão cada vez mais comuns. Diminua o tempo e frequência dos encontros presenciais e aumente a presença digital.


Ofereça benefícios de verdade. Vale-transporte não é benefício, é obrigação, e a geração Z sabe disso. Não pague esse mico. Pense sempre no que pode agregar valor à qualidade de vida dos colaboradores e olhe para o futuro.


Descobrir o que é cringe veio para fortalecer uma preocupação dos gestores que já olham para o futuro e dar a oportunidade para aqueles que ainda são resistente às mudanças - e tratam millennials e geração z como baby boomers - se reinventarem.


Compartilhe conosco as mudanças que você já tem percebido no perfil dos profissionais, deixe um comentário.

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