Síndrome de Burnout: guia rápido para empresas

Atualizado: 26 de abr.

Não é frescura: a Síndrome de Burnout é uma realidade que atinge a 30% dos trabalhadores brasileiros. ¹


Apesar de ter sido definido como uma doença profissional nos anos 1980, nos Estados Unidos — e o seu conceito ter se popularizado naquele país na década de 1990 — a OMS reconheceu o burnout como doença do trabalho somente em 2019.²


A descrição do problema foi aprovada como "uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito", caracterizada por "sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida". Saiba mais sobre suas causas e o que sua empresa deve fazer para proteger a si e aos trabalhadores!


mulher com sindrome de burnout

| Sintomas e causas da Síndrome de Burnout


A saúde ocupacional é obrigação legal de toda empresa. Entretanto, sempre esteve mais próxima de questões físicas, como ergonomia, do que dos aspectos psicológicos.


De janeiro de 2022 em diante, a saúde mental passa a integrar o hall de preocupações, devido ao reconhecimento da OMS sobre a Síndrome de Burnout ser uma doença ocupacional. Suas causas estão ligadas a questões profissionais: assédio moral, metas intangíveis, mudanças bruscas na gestão, sobrecarga de trabalho, insatisfação profissional, falta de reconhecimento entre outras.


Os primeiros sintomas do Burnout são físicos: o profissional começa a se sentir excessivamente cansado, como se suas energias fossem sugadas. Depois, os efeitos começam a ser psicológicos. Ele simplesmente para de se importar com os colegas de trabalho, clientes, fornecedores e outras pessoas com quem precisa se relacionar.


Com o passar do tempo e a falta de intervenção sobre o estresse, outros sintomas aparecem:

  • Baixa autoestima;

  • Insônia;

  • Palpitações;

  • Dores de cabeça;

  • Baixo rendimento;

  • Irritabilidade;

  • Falta de concentração.

| Responsabilidade legal da empresa sobre o Burnout


A partir do momento em que o burnout foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, as empresas passaram a ser ainda mais responsáveis pela saúde e qualidade de vida do trabalhador.


Com isso, a falta de investimentos em gestão de pessoas e nas estratégias para um ambiente de trabalho saudável podem levar a organização para o banco dos réus.


Uma vez que ter acesso a um clima organizacional sadio é um direito do colaborador, ele pode recorrer à Justiça do Trabalho e receber uma indenização devido ao esgotamento mental.


Nesses casos, o médico faz o diagnóstico e a Justiça avalia o laudo emitido, o histórico profissional e o ambiente de trabalho.


Também são coletados depoimentos dos colegas de trabalho, com o objetivo de confirmar uma ou mais situações que listamos no tópico anterior como sendo possíveis causas do problema.


Caso seja provado que o profissional realmente esteve inserido em um ambiente insalubre, onde a empresa não dá margem para que se tenha o mínimo de qualidade de vida, e a performance tenha caído após alguma mudança no trabalho, poderá haver uma condenação.


| Como evitar a Síndrome de Burnout na empresa


Quem abre um negócio, abre para lucrar. No entanto, o lucro não é alcançado a qualquer custo. Não adianta nada estabelecer metas astronômicas se elas não podem ser atingidas, se o salário do colaborador depender delas ou forem necessárias muitas horas extras para que sejam alcançadas.


Quando for estabelecer metas, faça um levantamento do desempenho das equipes nos últimos meses. Elabore um manual de normas para hora extra. Tenha um código de conduta que oriente as ações de todos os profissionais envolvidos com o negócio, independentemente da escala hierárquica ou do papel desempenhado — seja fornecedor, seja cliente, seja colaborador.


Dê condições para que os profissionais cuidem da saúde, aumentando a satisfação interna e proporcionando um estilo de vida mais leve. Hoje, há várias possibilidades para oferecer benefícios flexíveis, gerando conforto e bem-estar.


Evitar que os profissionais desenvolvam a Síndrome de Burnout é importante não só para evitar possíveis ações trabalhistas. Mostra que a empresa é humanizada e se importa com os profissionais. Ter essa imagem como marca empregadora é fundamental para atrair e reter talentos. Pense nisso!


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¹ISMA Brasil

²Revista Exame


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